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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Governos mundiais reconhecem surgimento do terceiro sexo. Ministra alemã gera polêmica ao falar sobre o sexo de Deus

Adeptos do “sexo neutro” dizem não ser nem homem nem mulher
                                                                                                                    por Jarbas Aragão

Fonte:GospelPrime
Governos mundiais reconhecem surgimento do terceiro sexoGovernos mundiais reconhecem surgimento do terceiro sexo
Existe algum gênero além de homem e mulher? Durante séculos diferentes sociedades humanas não o reconheciam. Contudo, nos últimos anos um movimento que busca esse reconhecimento tomou força em diversos países e agora tenta se estabelecer no Brasil.
O psicanalista brasileiro Pedro Paulo Ceccarelli, doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris, afirmou em entrevista ao portal IG, que a discussão sobre a definição deste termo precisa se tornar mais clara para todos. “O gênero é uma construção social, onde homem e mulher têm papeis distintos, não tem nada a ver com macho e fêmea, que é algo biológico. Esse entendimento é recente, algo que é debatido há apenas 20 anos”, defende.
Já o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que o gênero neutro propõe mais possibilidades para a sexualidade. “A pessoa gênero neutro acabaria, de certa forma, se liberando nas questões sexuais, fazendo sexo com homens e mulheres. Porque ela seria mais aberta a questões de gênero”.
No Brasil já existem pessoas procurando esse reconhecimento legalmente, sempre apoiados por movimentos LGBTS. O argumento em todas as cortes de justiça é o mesmo: Direitos Humanos.
Para quem considera esse tipo de debate sem sentido, é bom lembrar que no início de abril, a Suprema Corte da Austrália reconheceu oficialmente o terceiro sexo. Chamados de “neutros”, eles são o resultado da luta de uma pessoa que se identifica como Norrie, que nasceu homem, fez uma cirurgia de mudança de sexo e mesmo assim disse não se “encaixar”.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal da Índia reconheceu nesta terça (15) a existência de um terceiro gênero: os transexuais. Os indianos que assim desejarem terão a possibilidade de inscrever a sua orientação de gênero (masculino, feminino ou terceiro gênero) em todos os seus documentos. Os beneficiados são conhecidos como hijra, termo que define diferentes situações, incluindo eunucos, pessoas que fizeram cirurgia para mudança de sexo e “todos os que se apresentem de uma forma diferente da do sexo com que nasceram”.
O movimento também chegou à Europa, no final do ano passado, a Alemanha aprovou uma lei que cria o terceiro sexo para registro de recém nascidos. Os pais poderão registrar seus filhos como sexo masculino, feminino ou “indefinido”. A decisão dada pelo tribunal constitucional alemão entende que há pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero e têm o direito de escolher seu sexo legalmente. Ou seja, pessoas que foram registradas como masculino ou feminino e hoje se sentem envergonhadas por terem adotado uma identidade diferente do registro.

Ministra alemã gera polêmica ao falar sobre o sexo de Deus

Ela sugeriu que Deus não precisa ser tratado no gênero masculino, sugerindo a opção "neutro".                                                                                                                                        por Leiliane Roberta Lopes
Uma declaração feita pela ministra alemã da Família, Kristina Schroeder, tem gerado uma grande polêmica na Alemanha. Isso porque durante um encontro ela afirmou que para quem não quer tratar Deus no gênero masculino que escolha a opção de gênero neutro, que é o que melhor se aplica neste caso.
Na língua alemã há três gêneros: feminino, masculino e neutro.
Durante o debate teológico-gramatical um jornalista questionou a ministra dizendo que “é complicando falar de Deus no masculino a sua pequena filha?”.
A resposta de Schoroeder foi o que gerou a discussão: “É simples, cada um deve decidir por si mesmo. O artigo não tem significado”.
As críticas vieram de todos os lados, até mesmo do Partido da União Democrata Cristã, que é o mesmo da chanceler Angela Merkel.
Diante da polêmica instalada, o porta-voz da ministra se pronunciou citando a Bíblia e obras do papa Bento 16. “Evidentemente, Deus não é nem homem, nem mulher. Tenho mais confiança em um especialista [o Papa] do que naqueles que criticam a ministra”. As informações são do G1.

Movimento polêmico propõe criar crianças sem definir o sexo

Fuga dos padrões de gênero “convencionais” pode formar uma nova sociedade no futuro.
por Jarbas Aragão

O “gender neutral parenting” [criação de gênero neutro] é um movimento contrário aos padrões de gênero que ganha espaço no mundo todo.  A proposta é não mais fazer distinção entre meninos e meninas, enxergando apenas uma criança que seria “de gênero neutro”.
Essa filosofia de ensino acredita ser saudável permitir às crianças vivências ligadas ao gênero oposto. Ou seja, meninos dançarem balé e meninas brincarem de luta. Não se faz referências sobre o sexo da criança nem para parentes e amigos próximos, para que ela não seja tratada dentro dos chamados “padrões convencionais”.
Os pais que optam por esse método de criação de filhos dizem que visam ampliar as experiências de vida dos filhos e permitir que eles escolham, na hora certa, como querem viver.
Um dos casos mais famosos foi o de Sasha Laxton. Durante cinco anos, seus pais se recusavam a revelar o sexo da criança. Somente agora, quando precisou ir para a escola, o casal contou que Sasha é um menino. Curiosamente, no cartão de Natal enviado pela família nas últimas festas, ele aparece vestido de fada. Seus pais justificam que nunca bloquearam ou forçaram qualquer desejo do menino ao escolher roupas, cortes de cabelo e outros artigos do cotidiano.
Por outro lado, Shiloh, a filha de 6 anos de Brad Pitt e Angelina Jolie, se veste frequentemente  como menino. “Ela quer ser um garoto, então tivemos que cortar o cabelo dela”, declarou a mãe famosa numa entrevista em 2010. Mas a atriz acrescenta: “Eu era como ela quando pequena”, completou.
Para os críticos dessa filosofia, a falta de modelos definidos causa uma grande confusão nas crianças e pode ter efeitos maléficos mais tarde. O psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade, de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas, em São Paulo, defende que dar opções à criança é válido, mas o exagero não é saudável.
“Permitir experiências de meninas e meninos ‘no campo do outro’ é saudável, mas forçar 100% uma situação de gênero neutro é irreal. Isso pode causar o efeito completamente contrário e gerar um adolescente e um adulto muito confuso, que culpa os pais por isso”, ressalta.
A psicopedagoga Irene Maluf Irene afirma que, mesmo de modo inconsciente, as crianças tendem a formular suas distinções de gênero observando o pai e a mãe. “É quase impossível, portanto, que uma criança seja criada completamente assexuada. E isso é bom, pois diferenciar gêneros é uma das bases do desenvolvimento”.
O psiquiatra Alexandre Saadeh acredita que “Deixar as crianças se expressarem é positivo, mas para isso não é necessário ignorar a existência de uma polaridade de gêneros”.
A discussão desse tema inspirou vários fóruns sobre o assunto na internet, onde muitos optam por dicas de práticas simples, como vestir a criança com roupas intermediárias (nem tão cheias de babados para meninas, nem de estampas violentas para meninos) e decorar o quarto de modo neutro (com referências à natureza, por exemplo).  Frases como “isso é só para meninos” ou “isso não é jeito de uma menina se comportar” são obviamente evitadas.
Muitos desses pais afirmam que promovem entre si um revezamento não só ao volante, para abandonar o mito de que os homens são os líderes, mas também na troca de fraldas, na hora do banho, na preparação do jantar. Alguns casais contam que sempre revezam os canais na hora das transmissões de esportes, assistindo jogos de basquete ou futebol feminino na mesma proporção que o masculino.   Com informações Delas – IG

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